A '''Segunda Guerra Mundial''' ([[1939]]-[[1945]]) foi o conflito que mais vítimas causou (50 milhões) em toda a história da [[humanidade]] e foi principalmente uma guerra entre  os [[Aliados]] e as [[Potências do Eixo]]. As principais potências aliadas foram a [[Inglaterra]], os [[Estados Unidos]], a [[União Soviética]] e a [[China]]. As potências do eixo foram a [[Alemanha]], a [[Itália]] e o [[Japão]]. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, quer porque participaram em conflitos laterais. Em algumas nações (como a [[França]] e a [[Iugoslávia]]), a Segunda Guerra Mundial provocou confrontos internos entre partidários de um e de outro grupo.

[[Adolf Hitler]] pretendia criar uma "nova ordem" na [[Europa]], baseada na superioridade alemã, na exclusão - eliminação física incluída - de minorias étnicas e religiosas, como os [[judeus]] e os [[ciganos]], na supressão das liberdades e dos [[direitos individuais]] e na perseguição de ideologias [[liberais]], [[socialista]]s e [[comunista]]s. Uma ideologia que culminou no [[Holocausto]]. 

As nações democráticas (como a [[França]], a [[Grã-Bretanha]] e os [[Estados Unidos da América]]) opuseram-se aos desejos expansionistas do [[Eixo]]. Estas nações, juntamente com a [[União Soviética]], após a invasão desta por [[Adolf Hitler]], constituíram a base do grupo dos [[Aliados]].

No final, os [[Aliados]] conseguiram derrotar o [[Eixo]].

===O início da guerra===

A [[1 de Setembro]] de [[1939]], o exército alemão lançou uma forte ofensiva contra a [[Polónia]] e conseguiu derrotar as suas tropas em poucos dias. A [[União Soviética]] tornou efectivo o seu pacto com a [[Alemanha]] [[nazi]] e ocupou a parte oriental da [[Polónia]]. A [[Grã-Bretanha]] e a [[França]] responderam à ocupação declarando guerra à [[Alemanha]], não entrando porém imediatamente em combate. A [[Itália]], nesta fase, declarou-se "país não beligerante".
 
===A guerra relâmpago===

A [[10 de Maio]] de [[1940]], o exército alemão lançou uma ofensiva contra os [[Países Baixos]] e a [[França]]. Graças à combinação de ofensivas de pára-quedistas com rápidas manobras de blindados (a chamada "guerra relâmpago" - ''Blitzkrieg'', em alemão), os Alemães conseguiram derrotar as defesas francesas. O Marechal [[Pétain]] assumiu a chefia do governo em [[França]], assinou um armistício com [[Adolf Hitler]] e começou a colaborar com os Alemães. 
 
===A invasão da URSS===

Depois de controlar praticamente toda a [[Europa]], em 22 de Junho de [[1941]], o exército alemão lançou-se à conquista do território soviético. Com este ataque, [[Adolf Hitler]] pretendia ficar com o pleno domínio de Leste da [[Europa]]. Foi a operação mais ambiciosa da [[Wehrmacht]], chamada [[Operação Barbarossa]]. No entanto, [[Estaline]] conseguiu travar os ataques nazis.

===A guerra em África===

Em Setembro de [[1940]], após a tomada da França pelas forças alemãs, as tropas italianas destacadas na [[Líbia]] sob o comando do [[Marechal Graziani]] atacaram o [[Egito]], então colônia da Grã-Bretanha, com vistas a dominar o canal de Suez e depois atingir as reservas petrolíferas do Iraque, também sob domínio inglês.

Os efetivos ingleses destacados no norte da África e que compunham o então designado XIII Corpo de Exército, após alguns reveses iniciais realizaram uma espetacular contra-ofensiva contra as forças italianas que, apesar de sua superioridade numérica foram empurradas por 1200 Km de volta à Líbia. Esta derrota custou aos italianos a destruição de 10 divisões, a perda de 130.000 homens feitos prisioneiros, além de 390 tanques e 845 canhões. 

Como a situação que surgia na África era crítica para as forças do [[Eixo]], [[Adolf Hitler]] e o Alto Comando Alemão decidiram enviar reforços a fim de não permitir a completa desagregação das forças italianas. Cria-se dessa forma em janeiro de 1941 o [[Afrika Korps]] (Corpo Expedicionário Alemão na África), cujo comando foi passado ao então Tenente-General [[Erwin Rommel]], que posteriormente se tornaria uma figura legendária sob a alcunha de "A Raposa do Deserto". Foram enviadas à Africa duas divisões alemãs em auxilio dos Italianos, a 5a. Divisão Ligeira e a 15a. Divisão Panzer. Os Alemães, sob o hábil comando de Rommel conseguiram reverter a iminente derrota italiana e empreenderam uma ofensiva esmagadora contra as forças britânicas, empurrando-as de volta à fronteira egípcia. Após uma sucessão de batalhas memoráveis como [[Sollum]] e [[Tobruk]] os alemães e italianos são detidos novamente por falta de combustível e provisões na linha de [[El-Alamein]], uma vez que o Mediterrâneo encontrava-se sob domínio inglês. Finalmente, outubro de 1942, os Britânicos contra-atacaram em El-Alamein, sob o comando do General [[Montgomery]]. Rechaçadas pelas forças britânicas, as tropas ítalo-alemãs executaram um grande recuo de volta à Líbia, mas alguns meses depois foram cercadas pelo oeste por forças norte-americanas que haviam desembarcado no Marrocos através da [[Operação Tocha]]. Pelo leste o 8o. Exército Britânico avançava do Egito, fechando o cerco. Finalmente, sem a guia de seu audacioso comandante, pois Rommel havia se hospitalizado na Alemanha, o "Afrika Korps" e o restante das forças italianas na África do Norte, totalizando mais de 250 mil homens, se rendem aos aliados em maio de 1943 por falta de suprimentos e de apoio aéreo, dando fim à guerra na África.

===A guerra no Pacífico===

A partir de 1940, o [[Japão]] tentou aumentar a sua influência no Sudoeste Asiático e no [[Pacífico]]. O governo dos [[Estados Unidos da América]], indignado, impôs sanções económicas ao [[Japão]]. Como represália, a [[7 de Dezembro]] de [[1941]], a aviação japonesa atacou [[Pearl Harbour]], a maior base norte-americana do Pacífico. Em apenas duas horas, os pilotos japoneses conseguiram inutilizar todos os navios ancorados no porto. A guerra no Pacífico tinha começado.

Nos primeiros meses de [[1942]], os Japoneses conquistaram vastos territórios da [[Ásia]] e do Pacífico.

Em [[1945]], perante a resistência nipónica, o presidente norte-americano ordenou o lançamento das primeiras bombas atómicas da história a serem utilizadas contra civis, em 6 de Agosto sobre [[Hiroshima]] e em 9 de agosto sobre [[Nagasaki]].

O [[Japão]] rendeu-se imediatamente.

===A reconquista da Europa===
A partir de [[1943]], os exércitos aliados foram recuperando território passo a passo. Os Soviéticos obrigaram os Alemães a retroceder e os Norte-americanos ocuparam parte da [[Itália]]. Em Junho de [[1944]], no chamado [[D-Day]], os Aliados efectuaram um espectacular desembarque nas praias da [[Normandia]] ([[Operação Overlord]]). Era o início da [[Batalha da Normandia]]. O exército alemão não conseguiu responder ao ataque combinado e teve de retroceder.

===A derrota do Eixo===

Apesar da evidente superioridade militar aliada, as tropas alemãs resistiram durante meses. A [[30 de Abril]] de [[1945]], [[Adolf Hitler]] suicidou-se. A [[7 de Maio]], o seu sucessor, o almirante [[Donitz]], assinou a capitulação alemã. A [[14 de Agosto]], o imperador do [[Japão]] rendeu-se incondicionalmente.

===O [[Brasil]] na Guerra===

Em [[Fevereiro]] de [[1942]], navios alemães iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico. Em apenas cinco dias, seis navios foram a pique.

Durante 239 dias, entre [[Setembro]] de [[1944]] e [[Maio]] de [[1945]], 25334 soldados e oficiais brasileiros estiveram combatendo na Itália. Foram 456 mortos e 2722 feridos. A [[Força Expedicionária Brasileira]] (FEB) capturou 14779 soldados inimigos, oitenta canhões, 1500 viaturas e 4 mil cavalos, saindo vitoriosa em oito batalhas.

=== Ver também ===

{{ver desambiguação}}

A China (em chinês tradicional ([[escrita chinesa|escrita]] sob a forma complicada): 中國, em chinês (forma simplificada): 中国, [[Hanyu Pinyin]]: Zhōngguó, [[Wade-Giles]]: Chung-kuo)  é uma antiga entidade cultural e geográfica na parte continental do Leste da [[Ásia]], incluindo algumas ilhas que, desde [[1949]] foram divididas entre a República Popular da China (que inclui a China Continental, [[Hong Kong]] e [[Macau]]) e a República da China (que inclui Taiwan e algumas ilhas da Província [[Fujian]]).


A palavra China costuma referir-se a regiões que, em termos mais específicos não fazem parte dela, como é o caso da [[Manchúria]], da [[Mongólia Interior]], o [[Tibete]] e [[Xinjiang]] (ver mapa das divisões da China). Nos meios de comunicação ocidentais, “China” refere-se, normalmente, à “República Popular da China”, enquanto que “Taiwan” se refere à “[[República da China]]”. Muitas vezes, em termos informais, especialmente entre chineses e ingleses (no contexto do mundo dos negócios), “a Grande região da China” (大中华地區) refere-se ao sentido mais lato, tal como foi apresentado no parágrafo anterior. 
Na sua história, as capitais da China situavam-se, essencialmente, no leste. As quatro capitais mais citadas são [[Nanjing]], [[Beijing]] (Pequim), [[Xi'an]], e [[Luoyang]]. As línguas oficiais foram mudando ao longo da sua extensa história, (incluindo línguas entretanto desaparecidas), incluindo o [[Mandarim|Chinês]] (mandarim, em português), o [[Mongol]] e o [[Manchu]].
A palavra portuguesa China, bem como o prefixo associado, Sino-, derivam, provavelmente, de “[[Qin]]” (palavra que se pronuncia, de grosso modo, no meio termo de “Chin” e “Tsin”). Há quem defenda, no entanto, que China derive da palavra chinesa para [[chá]] (igual à palavra em português que, aliás tem origem etimológica no mandarim) ou, mesmo, de “[[seda]]” (note-se, em jeito de nota de rodapé, que é vulgar a associação entre a palavra china e os produtos que têm aí a sua origem: china, em português, também pode significar [[porcelana]]) . Qualquer que seja, contudo, a origem da palavra “China” (que é uma palavra europeia, não existindo em qualquer das línguas sino-tibetanas) foi-se perdendo à medida que era filtrada pelos vários povos atravessados pela [[Rota da Seda]], que fazia a primeira ligação histórica estável entre esta região asiática e a Europa. (Ver também: [[China nas várias línguas mundiais]])

===História===

''Artigos principais'': [[História da China]], [[História da República Popular da China]], [[História de Taiwan]] = História da República da China.

A China aparece desde cedo na história das civilizações humanas a organizar-se enquanto nação (ainda que a identidade nacional chinesa seja complexa), demonstrando um pioneirismo notável em áreas como a [[arte]] e a [[ciência]], ultrapassando largamente, na altura,  o resto do mundo.
Em cerca de [[1000 AEC]], a China consistia num conjunto complexo e intrincado de reinos de pequenas dimensões. Em 221 AEC, todos estes reinos foram anexados ao estado Qin, dando início à [[Dinastia Qin]].

Na história da China, ao longo dos séculos, num movimento pendular, verificamos períodos de união e de desunião e de ordem e desordem.

No [[século XVIII]], a China experimentou um progresso tecnológico acentuado, em relação aos outros povos da [[Ásia Central]], ainda que tivesse perdido terreno se comparada à Europa. Os acontecimentos do [[século XIX]], em que a China tomou uma postura defensiva em relação ao [[imperialismo]] europeu ao mesmo tempo que estendia o seu domínio sobre a Ásia Central, podem ser explicados sob este ponto de vista.

No início do século XX, o papel desempenhado pelo Imperador da China desapareceu, com a China a entrar num período de desagregação devido à [[Guerra Civil Chinesa]]. Actualmente há três regiões que reclamam, formalmente, para si o nome de China: a República Popular da China e o governo pré-revolucionário da República da China, que administra Taiwan e várias pequenas ilhas de [[Fujian]]. 
Ver também: [[Cronologia da história Chinesa]], [[Dinastias Chinesas]], [[História de Hong Kong]], [[História de Macau]], [[História de Taiwan]].

===Política===

''Artigos principais'': [[Política na China Imperial]], [[Política na República Popular da China]], [[Política em Taiwan]]

Depois da unificação sob o Império Qin, a China foi dominada por mais 13 dinastias, muitas das quais comportavam um complexo sistema de reinos, principados, ducados, condados e marquisados. Contudo, o poder era centralizado na figura do Imperador. Este era ainda coadjuvado por ministros civis e militares e, principalmente, por um [[primeiro ministro]]. Aconteceu, por vezes, o poder político ser tomado por oficiais, [[eunuco]]s, ou familiares.
As relações políticas com regiões dependentes do império (reinos tributários) eram mantidas à base de casamentos, coligações militares e ofertas.

Ver também: [[Soberano Chinês]], [[Direito Chinês]]

==Território==
Originalmente, na [[Dinastia Zhou]], a China compreendia a região em torno do [[Rio Amarelo]]. Desde então que se expandiu para ocidente e para sul (até à [[Indochina]]), tendo atingido proporções máximas durante as [[Dinastia Tang|dinastias Tang]], [[Dinastia Yuan|Yuan]] e [[Dinastia Qing|Qing]]. Do ponto de vista Chinês, o Império Chinês teria, mesmo, incluído partes do Extremo Oriente Russo e da Ásia Central, durante as fases em que a Dinastia Yuan se mostrou no auge do seu poderio, ainda que a China fosse, nesse caso, meramente um dos vários territórios do [[Império Mongol]].

Durante o Império Qing, o valor da [[Grande Muralha da China]] na defesa da integridade territorial do império diminuiu devido à sua expansão. Em [[1683]], Taiwan torna-se parte do Império Qing, originalmente como uma prefeitura da província de [[Fukien]].
As principais divisões administrativas da China foram sendo modificadas ao longo do tempo. No topo da hierarquia administrativa,  encontramos os [[circuito]]s e as [[província]]s (''sheng''). Abaixo destas divisões foram aparecendo [[prefeitura]]s, [[subprefeitura]]s, [[departamento]]s, [[comarca]]s (''xiang''), [[distrito]]s (''xian'') e [[área metropolitana|áreas metropolitanas]]. Existe alguma indefinição na tradução para português das divisões administrativas.

Ver também: [[Divisões políticas da China]]

===Geografia===

''Artigo Principal'': [[Geografia da China]]

A China contém uma larga variedade de paisagens, principalmente com [[planalto]]s e [[montanha]]s a oeste e terras de menor altitude a leste. Como resultado, os rios principais correm de oeste para leste ([[Chang Jiang]], o [[Huan He]] (do oriente-central), o [[Amur]] (do nordeste), etc), e, por vezes, em direcção ao sul ([[Rio das Pérolas]], [[Rio Mekong]], [[Brahmaputra]], etc). Todos estes rios desaguam no [[Pacífico]].

No leste, ao longo da costa do [[Mar Amarelo]] e do [[Mar da China Oriental]], encontramos uma extensa e densamente povoada planície aluvial. A Costa do [[Mar da China do Sul]] é mais montanhosa. O relevo da China meridional caracteriza-se por serras e cordilheiras não muito altas.

A oeste, temos outra grande planície aluvial, a norte. No sul ocidental encontramos uma [[meseta]] calcárea atravessada por [[cordilheira]]s montanhosas de altitude moderada onde, nos Himalaias, se situa o seu ponto mais elevado ([[Monte Everest]]). O sudoeste é ainda caracterizado por altos planaltos cercados pela paisagem árida de alguns desertos, como o [[Takla-Makan]] e o [[deserto de Gobi]], que está em expansão. Devido à [[seca]] prolongada e, provavelmente devido a práticas de uma [[agricultura]] empobrecedora dos [[solo]]s, as [[Tempestade de poeira|tempestades de poeira]] tornaram-se comuns durante a primavera chinesa.

Durante muitas dinastias, a fronteira sudoeste da China foi delineada pelas altas montanhas de vales escavados de [[Yunnan]], que, hoje, separam a China dos estados de [[Burma]], [[Laos]] e [[Vietname]].

===Clima===

O clima da china varia muito. A China meridional tem características tropicais. A zona setentrional (onde se situa [[Beijing]]), por contraste, caracteriza-se por Invernos de uma severidade [[Ártico|Ártica]]. A zona central (onde se situa [[Xangai]]) tem, geralmente, [[clima temperado]].

===Geologia===

As formações [[Paleozóico|Paleozóicas]] da China, exceptuando as que se referem ao [[Carbonífero]] Superior ([[Pensilvaniano]]), têm caracterísiticas mainhas, enquanto que os depósitos referentes ao [[Mesozóico]] e ao [[Cenozóico]] são de origem  lacustre ou continental. Existem grupos de cones [[vulcão|vulcânicos]] ao longo da Grande Planície do norte da China. Nas penínsulas de [[Liaodong]] e [[Shandong]] existem planaltos [[Basalto|basálticos]].

===Grupos étnicos===
 
''Artigos principais: [[Grupos étnicos na história da China]], [[lista dos grupos étnicos chineses]].'' 

Já existiram na China mais de uma centena de grupos étnicos. Em termos numéricos, a etnia dominante é a dos [[Han]]. Ao longo da história, muitas etnias foram assimiladas às suas vizinhas ou, simplesmente, desapareceram sem deixar grandes testemunhos da sua existência. Muitas etnias distintas foram diluídas no grupo dos Han, o que explica o peso numérico desta etnia na China. Não obstante, os Han falam várias línguas muito diferentes. (Ver também: [[Línguas chinesas]]). O governo da República Popular Chinesa reconhece 56 etnias.

==Cultura e Religião==

''Artigos principais: [[Cultura chinesa]], [[Religião na China]]''

A [[Filosofia]] chinesa teve um impacto extremo na cultura do seu povo, tanto a nível erudito quanto a nível popular. As raízes da filosofia (e perspectiva religiosa) chinesa estão no [[Confucionismo]], [[Taoísmo]] e [[Budismo]] (segundo a ordem cronológica).

No território chinês podemos encontrar diversas tradições religiosas, muitas delas dissemelhantes. A [[veneração dos antepassados]], o [[islão]], e outras [[religiões populares chinesas]] ombreiam com outras crenças onde se misturam as correntes filosóficas atrás referidas. O [[cristianismo]] ([[catolicismo]] e [[protestantismo]]), apesar de minoritário, não deixa, por isso, de ser uma religião de referência.

A [[literatura chinesa]] tem uma antiguidade insuperável, em relação às outras civilizações. A invenção da [[impressão]], atribuída aos chineses, não será alheia a este facto. Antes desta invenção, os Clássicos chineses e os textos religiosos (principalmente do Confucionismo, Taoísmo e Budismo) eram manuscritos a tinta, com pincéis. Com o fim de comentar e reflectir sobre estas obras, os estudantes reuniam-se em várias academias ou escolas, muitas das quais eram apoiadas pelo império. A casa imperial participava, não raramente nessas discussões filosóficas.

A cultura chinesa tem, tradicionalmente, uma grande reverência para com os filósofos, escritores e poetas clássicos. No entanto, os escritos deixados por muitos dos sábios clássicos são muitas vezes pontuados de descrições irreverentes, críticas e ousadas da vida quotidiana chinesa da sua época. (Ver [[Lista de escritores chineses]] e [[Lista de poetas de língua chinesa]]).

Os chineses criaram diversos instrumentos musicais, como o [[zheng]], o [[xiao]] e o [[erhu]], que se difundiram pelo leste e sudeste  asiático. O [[sheng]] serviu de origem a muitos instrumentos de palheta livre ocidentais.
Os caracteres chineses têm ( e tiveram) diversas variantes e estilos ao longo da história da China, tendo sido convencionada uma forma simplificada, em meados do [[século XX]], na [[China Continental]]. 

Uma arte milenar, nascida na China, a cultura dos [[Bonsai]] foi adoptada, posterioremente por outros países asiáticos, como o [[Japão]] e a [[Coreia]].
 
Ver também:[[Budismo na China]], [[Mitologia chinesa]], [[Arte chinesa]], [[Arte chinesa do papel]], [[Poesia chinesa]], [[Pintura chinesa]]

===Ciência e Tecnologia=== 

Artigo principal: [[Ciência e Tecnologia na China]]
 
Para além das contribuições culturais já mencionadas, devemos ainda referir algumas invenções chinesas na área da tecnologia, como, por exemplo: 
*[[Bússula]]
*[[Impressão]]
*[[Papel]]
*[[Ábaco]] oriental
*[[Pólvora]]
*[[Estribo]]
*[[Besta (arma)]]

Outras áreas científicas onde os chineses se distinguiram: 
*A [[astrologia]] chinesa e as suas [[Constelações chinesas|constelações]] eram usadas com fins divinatórios. 
*Aplicaram conceitos [[matemática|matemáticos]] na [[arquitectura]] e na [[geografia]]. O [[pi|&#960;]] foi calculado por Zu Chongzhi até ao sétimo dígito no [[século V]]. 
*A [[alquimia]] é identificada com a [[química]] Taoísta, com bases diversas da química actual. 
*Foram levados a cabo estudos de [[biologia]] extensivos e muito pormenorizados, que, ainda hoje são procurados e consultados, como as [[farmacopeia]]s, género de catálogo de [[plantas medicinais]].
*A [[medicina tradicional]] e a [[cirurgia]] foram, durante muito tempo, avançadas, havendo ainda hoje, muitos adeptos destas práticas médicas. Um exemplo conhecido é o da [[acupunctura]]. As [[autópsia]]s eram consideradas [[sacrilégio]]. No entanto, houve quem violasse tal [[tabu]], o que permitiu um mais vasto conhecimento sobre a [[anatomia]] interna humana.
A '''União Soviética''', cujo nome completo era '''União das Repúblicas Socialistas Soviéticas''' ('''URSS''') foi um país de proporções continentais, formado em [[1922]] pela reunião de repúblicas de regime [[socialismo|socialista]], na [[Europa]] e na [[Ásia]], cujo número variou ao longo do tempo, mas foi de 15 durante a maior parte da existência do estado. Foi uma das duas [[superpotência]]s durante a [[Guerra Fria]], até à sua dissolução em [[1991]].

==Repúblicas Soviéticas==
* [[Rússia]]
* [[Armênia]]
* [[Azerbaijão]]
* [[Bielorrússia]] (ou [[Bielorrússia|Belarus]])
* [[Cazaquistão]]
* [[Estônia]]
* [[Geórgia]]
* [[Letônia]]
* [[Lituânia]]
* [[Moldávia]] (ou [[Moldova]])
* [[Quirguízia]] (ou [[Quirguistão]])
* [[Tadjiquistão]]
* [[Turcomênia]] (ou [[Turcomenistão]])
* [[Ucrânia]]
* [[Uzbequistão]]

==História da União Soviética==

===Revolução de 1905===
O ano de [[1905]] é considerado o prólogo da [[Revolução russa]]. A Rússia [[czar]]ista acabara de ser derrotada em uma guerra contra um [[Japão]] pequeno e tecnologicamente atrasado. A derrota abalou a popularidade do czar [[Nicolau II da Rússia|Nicolau II]], e a revolta interna que se seguiu serviria de precedente para a revolução de 1917.

===Revolução de 1917===
O [[Partido Social-Democrata Russo]], dividido nas correntes [[Bolchevique]] e [[Menchevique]], iniciou a Revolução Russa em [[1917]], em duas etapas distintas. O derrube do czar ocorreu em Fevereiro, sendo instaurada então uma [[república]] cuja estrutura de poder desde cedo se dividiu entre um [[parlamento]] convencional e [[soviete]]s (conselhos) populares que não se reconheciam mutuamente. As tensões assim geradas desembocaram na [[Revolução de Outubro]], em Novembro de 1917.

===Guerra Civil===
Entre [[1918]] e [[1922]], logo após a Revolução Bolchevique, teve início a Guerra Civil na Rússia, entre os revolucionários (''vermelhos'') e os contra-revolucionários (''brancos''), que tiveram o auxílio de tropas estrangeiras de intervenção, enviadas por [[França]], [[Reino Unido]] e [[Estados Unidos]].

===Nova Política Econômica===
[[Lenin]] implementou a '''NEP''', sigla para Nova Política Econômica, que recuperou alguns traços de [[capitalismo]] para incentivar a nascente economia soviética.

===Economia Planificada e Expurgos===
No ano de [[1936]], o regime de [[Stalin]] expulsou ou executou um número considerável de membros do Partido, entre eles muitos dos seus opositores, nos atos que ficaram conhecidos como os '''Grandes Expurgos''', ou as '''Grandes Purgas'''.

Apesar de tudo, eles acreditavam que este seria o caminho para o [[comunismo]], mas o rumo dessa forma social já estava traçado de forma totalmente distinta do que Marx e Lenin pensavam, não mais sendo uma forma voltada para a dissolução do próprio Estado e das classes sociais, mas agora, o regime sob o comando de [[Stalin]], já era uma forma social voltada para a cristalização (a idéia de socialismo dentro de um só país). Entre as coisas que foram feitas com esse efeito contam-se as nacionalizações e a aniquilação física da classe burguesa que o NEP havia recriado, com recurso aos [[Gulag]]s (campos de trabalho na Sibéria). Os verdadeiros comunistas criticam esta forma que [[Stalin]] utilizou para liquidar a propriedade privada, por não concordarem com ela, e por acharem que ela só mancha a imagem do comunismo perante o mundo pois o mesmo efeito poderia ter sido obtido sem a aniquilição física daquela classe. O desastre e a truculência autoritária das políticas stalinistas contribuíram muito para a deturpação do conceito criado por Marx, de [[ditadura do proletariado]].

Após as nacionalizações, a economia foi planificada, de modo a que esta pudesse tirar proveito da sua nacionalização. De 5 em 5 anos passou a ser feita uma [[Planos Quinquenais|planificação geral da Economia]] em que se decidiam que fundos seriam aplicados e em que áreas.

===Grande Guerra Pátria===
De [[1941]] a [[1945]], a participação da União Soviética na [[Segunda Guerra Mundial]] ficou conhecida como a '''Grande Guerra Pátria''', combatendo os soviéticos contra as forças invasoras da [[Alemanha]] [[Nazismo|Nazista]], ao lado dos [[Aliados]] ocidentais.

===Desestalinização===
O sucessor de Stalin, [[Nikita Kruschov]], empreendeu uma política de denunciar os abusos do seu antecessor. Durante o Congresso de 1956 do [[Partido Comunista da União Soviética]], Kruschov divulgou uma série de crimes de Stalin, renegando a herança do [[estalinismo]], estabelecendo, assim, uma nova postura e criando um novo paradgma para o comunismo internacional. A propaganda capitalista se utilizou muito dos argumentos engendrados por Kruschov para fazer frente à URSS.

===Estabilidade e Estagnação===
Entre [[1956]] e [[1985]], a União Soviética atingiu seu auge geopolítico e tecnológico. Entretanto, também foi época de pouco crescimento econômico e lentos avanços na qualidade de vida da população.

===Gorbatchov, Perestroika e Glasnost===
[[Mikhail Gorbatchov]] foi o último dirigente soviético. Assumiu o cargo de secretário-geral da PCUS (Partido Comunista da União Soviética) em 1985, substituindo Konstantin Tchernenko, que faleceu naquele ano. O bom relacionamento com os membros do partido e a habilidade política foram fatores que credenciaram Gorbatchov a assumir o posto mais importante na hierarquia administrativa soviética. Defensor de idéias modernizantes, instituiu dois grandes projetos inovadores ao conservadorismo dos dirigentes: a perestroika (reestruturação econjômica) e a glasnost (abertura política).

A Perestroika, que teve início em 1986, foi concebida para introduzir um novo dinamismo na economia soviética, que passava por sérios problemas. Para que os setores econômicos do país tivessem uma expansão qualitativa e quantitativa, foi introduzido mecanismos para estimular a livre concorrência (e acabar com o monopólio estatal), desenvolver setores secundários de produção (bens de consumo e serviços não-essenciais) através da iniciativa privada e descentralizar as operações empresariais. No campo, foi estimulado a criação de cooperativas por grupos familiares e arrendamento de terras estatais. A proposta também foi incentivar empresas estrangeiras a atuarem no país.

Na área política e social, a Glasnost pretendeu colocar novos paradigmas no modo de vida soviético. Para que a União Soviética tivesse um desenvolvimento forte e profincuo, era necessário colocar uma nova mentalidade em todos os segmentos da sociedade. Assim, a proposta foi de acabar com a burocracia política, combater a corrupção e introduzir a democracia em todos os níveis de participação política. A glasnost também libertou dissidentes políticos e permitiu a liberdade de imprensa e expressão. 

Gorbatchov Enfrentou grandes resistências da oligarquia e dos burocratas partidários (os ''apparatchiks'') e acabou destituído quando as repúblicas, lideradas pela [[Rússia]] já então dirigida por um antigo ''apparatchik'' de nome [[Boris Yeltsin]], se rebelaram contra o governo central, decretando o fim da URSS.
